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SÃO PAULO: O escandaloso caso de Zhang Zhan, presa por contar a verdade sobre a pandemia
11/06/2024 11:05 em Notícias Gerais

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Luta pela liberdade de imprensa na China

  • INTERNACIONAL 

Zhang Zhan foi condenada a quatro anos de prisão por fazer reportagens sobre a pandemia em Wuhan, na China. Sua libertação ocorreu em 13 de maio de 2024, mas ela permanece sob vigilância estatal.

Sua história correu o mundo. Zhang Zhan, 40 anos, nascida em Xangai, deixou a carreira de advogada para se tornar jornalista freelance. Ela já havia sido detida, outras vezes, pelo seu ativismo contra a censura e a repressão governamental na China.

Em fevereiro de 2020, Zhang Zhan trocou Xangai por Wuhan, epicentro do surto de covid-19 na China, com o objetivo de reportar sobre a crise sanitária que assolava a cidade.

Zhang Zhan denunciou a detenção de jornalistas independentes e o assédio a familiares dos pacientes por parte das autoridades. Suas transmissões e ensaios ao vivo, amplamente seguidos nas redes sociais, segundo a National Geographic, persistiram apesar das ameaças oficiais.

Zhang Zhan compartilhou mais de 100 vídeos em seus canais no YouTube, WeChat e Twitter antes de ser dada como desaparecida em 14 de maio de 2020.

Em um de seus vídeos ao vivo, um oficial aparecia dizendo que ela parasse de gravar ou enfrentaria consequências. Numa entrevista a um cineasta independente, cujo clipe foi obtido pela BBC, Zhang disse: "Talvez eu tenha uma alma rebelde... Estou apenas documentando a verdade. Por que não posso mostrar a verdade?"

No dia seguinte, as autoridades anunciaram a sua detenção pela polícia, em Xangai, por “provocar um motim”, acusação comumente usada contra ativistas na China. Zhang foi condenada no mês seguinte. A imagem mostra seus advogados Ren Quanniu (à esquerda) e Zhang Keke.

Acompanhe a reportagem completa em: The Daily Digest Portugal | The Daily Digest |

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